quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Capa

Personagem

é projeto de livro com mais de 80 fotos de estilo fotojornalístico,
recontextualizadas e ressignificadas, por textos e pela edição,
para contar a trajetória de um “personagem”,
que, sendo um pouco de todos, pode ser, afinal, qualquer um de nós...

As fotos e fotextos desta série estão à venda (para uso pessoal, não comercial) diretamente com o autor através do e-mail guina1@gmail.com.

Estão disponíveis em cópias 20x30cm (por R$30,00) ou 15x20cm (por R$15,00), apoiadas em cartão preto e embaladas em plástico, com entrega a domicílio ou via Correios. Outros tamanhos podem ser considerados.

Dedicatória & Epígrafe

Aos mestres,
neste, e no correr dos dias.
"Mestre não é quem sempre ensina,
mas quem de repente aprende."
João Guimarães Rosa
Filosofia (detalhe), in Personagem

Personagem, cheio de histórias

Este livri é (e não é...) comemorativo.
É.

Porque chega aos dez anos a primeira edição deste conjunto de fotografias e preparação dos primeiros textos (havia mini-contos, haicais, poemas só de neologismos...), material que serviu de base a uma exposição (com o um tanto inusitado nome de Vi da Lida...), no início de 1999, no Museu do Telephone da Telerj, depois Espaço Telemar, onde hoje é o badalado Oi Futuro.




E não é...

Porque a inicial e ainda atual pretensão de editar um livro continua em aberto, apesar de dois apelos às discutíveis leis de incentivo fiscal à cultura (tudo aprovado, nada patrocinado...) e da variedade de meios em que vem se manifestando.
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Clique em "livri" para saber mais sobre o conceito (ou leia no final desta edição).

Personagem interativo na Expofoto

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Algum tempo depois,
a convite de Pedro Agilson,
curador de exposições virtuais,
e após três meses de edição via e-mail,
Personagem assume este genérico nome e,
com generosa apresentação de Pedro Vasquez,
torna-se um dos primeiros trabalhos da série Expofoto,
exposições virtuais de fotografia (no caso, incluindo textos)
que, sob o comando do mouse, dão acesso a outras facetas da imagem.


Clique com o lado direito do mouse para abrir em nova janela.

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O movimento desengonçado de Personagem

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Em 2002,
o videomaker e designer Roman Bruni, da Paradigma Digital,
faz um vídeo com Personagem e seu autor para a série Sinal Aberto,
programada para a TV.



Para assistir, clique com o lado direito do mouse e abra a página .
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Personagem quase faz parte da Paisagem...

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Em 2004, na abertura da Editora Paisagem,
proposta de Cesar Duarte e Renata Santos,
Personagem volta ao circuito da Lei Rouanet,
agora com a inventiva roupagem do
projeto gráfico da designer Tita Nigri.


Apesar da embalagem, o projeto, bem como a proposta, se dilui na paisagem...
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Personagem se reinventa em Fotextos

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Se Personagem é uma fusão de foto & texto, então é um Fotexto!

Uma invenção que só foi às paredes em 2005,
lançado no embalo de uma cachacinha mineira
em pleno Luzes da Cidade, de Graça e Chico,
dos mais charmosos sebos do Rio de Janeiro.

Porque Personagem não faz qualquer...

Negócio
Tudo na vida é negócio. Tudo pode trocar de mão, de lugar ou de dono. No peso relativo das coisas, sombras se mexem porque volumes maiores se mudam. Tudo varia em valor, a regra é o câmbio. O peso de hoje é o bem de outrora. A máquina fértil de então prende o produto de agora. A vida é uma feira.
Há quem tome conta das peças. É a presença de Personagem que garante a oferta. Sobre as máquinas e os corpos a ambiciosa e humana mente calcula seus ganhos.
Preso à simplicidade dos produtos, Personagem sustenta apenas a base. A vida que expõe é a vida que leva.
Se depende da vida que leva, se faz seus lances por sobre esta vida, assim sobrevive...

mas não quer se tornar uma...


Ilha
Há um momento, que é também um ponto, em que o que se encontra vivo é o sentimento do nada. Há um momento em que Personagem se sente o ponto de encontro do nada com o nada. É neste ponto que lhe falta o sentimento do tempo. É neste nada que se sente um mínimo, um átimo, um ponto e só sua consciência o diferencia do vácuo. Ele é o vértice das coisas perdidas.
Perde a estatura da luta e seu rumo é rota abandonada. Neste ponto o momento também é parado.Sente rachar sua base. Fora da concha um mar de ausências, navios vazios, caminhos ao largo.
Vindo de antes e indo adiante, só o sol, que o salva.

Por isso está sempre em...

Restauração
A obra de arte olha os homens como se fossem eles simulacros. Há na obra a diferenciação, a que os homens muitas vezes não se dão...
A maioria se nivela por nada, indistintas produções, insalubres sentimentos. Quando não, são artistas, criam novas obras de arte. (Há nisso alguma evolução, enquanto pena a humanidade...).
As obras são testemunhas.Quem cria sua obra estabelece seu registro e provoca nos demais novos gestos de arte. Inquieto, Personagem percebe a presença da arte. Cheio de humildade mas cioso de humanidade liberta a arte na obra que traz escondida, embrulhada nos limites do poder do seu pedaço.

No total, 15 momentos de Personagem viraram Fotextos, em edições limitadas.

Personagem na Academia e nas Quintas

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Personagem, após rápida presença em Candelária,
revista acadêmica do Instituto Humanidades da UCAM (# 1, 2004),


Dúvida


Ao decidir, Personagem fica entre
a espera e a escolha.
Parece que a espera é o espaço do meio,
tem peso de mala, se cerca de vícios...
A espera desloca o ritmo e dilata o ventre,
é lugar de volteios e desvios.
Já a escolha é uma arte
ou, mais justo, uma morte.
Ou então a escolha é o corte,
a arte da faca no movimento da mão.
A espera é a face de frente pra dúvida,
o brilho nos olhos,
a pose de estátua que fecha a saída.
A espera se planta nos pés.
Já a escolha é o fio de fogo na face,
o risco rasgando o perfil à feição,
é mais que sentido ou razão.
A escolha sai do coração.

A espera está sempre na dúvida,
a escolha tem sempre razão...



andou se apresentando nas Quintas Fotográficas,
projeções criadas por Débora Setenta, da FotoInCena,
no extinto espaço ArteClara, 2005.


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O Palavril de Personagem

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Palavril é (ou melhor, foi, mas os arquivos ainda estão por aí...) uma revista digital criada por Alex Topini, um tão grave quão agitado jovem, sociólogo e artista.
Parte da mesma idéia do Livri (a que até antecedeu em algumas semanas), a de aproveitar a ferramenta blog sob a formatação livro (ou revista, no caso). Usa um meio que é previsto para o cotidiano, o transitório, de uma forma, se não definitiva, ao menos estável.
Tendo tido a honra de ser convidado a dividir espaço com a rapaziada, Personagem se soltou em 5 edições, entre maio e setembro de 2006, e 19 inserções.
Abaixo, uma de cada (e o link para a Palavril correspondente):

Na Palavril # 3, além de Reflexão, Foco, Negócio, Amor, o chamado da

Viagem


São estreitos os espaços:
criar é que é amplo!
Abrindo caminhos aos sonhos,
Personagem reboca seus frágeis brinquedos,
incompletos exemplos de improváveis futuros.
Brinca de ser.
Brincar é fermento.
Faz do barquinho navio,
da nesga suja de mar oceano
e da mão no barbante
a perfeição do poder.
Assim Personagem pode ser alguém
que não é (e certamente não será...),
comandante de um barco sem porto,
navegante de um mar sem correntes.
Enquanto não zarpa
a frustada nau do futuro,
a transatlântica imaginação assume o comando,
âncoras fora!,
e parte em si,
circunavegando suas próprias misérias...


Na Palavril # 4, Personagem se esconde em Família, mas a Receita se confunde em Susto, Vazio e, afinal,
Distância

Fome não é uma questão necessariamente bem resolvida por Personagem. Algumas vezes é mais atrevida que o suportável. Assume importância demais...
Nessas horas sente o coração dividido. Um pedaço é assim, paciente, acompanha a receita e espera um recheio. Outro é assado, temperado demais, já vem esquentado, prefere em fatias...
Em volta da fome, mantendo seu gosto, barreiras sutis. A fome tem boa embalagem, o preço é que é alto.
De resto, às vezes, lhe restam os restos.

Na Palavril # 5, Personagem mostra a Gana, que é a Raiz do
Povo
Personagem está por trás da pátria.
Cresce sob estrelas ao fundo azul aniquiladas, envolvido por riquezas que não alcança, tendo ao longe as verdes matas que se vão...
A pátria é decorativa, até um tanto dramática.
Perdido no cenário, Personagem ainda nem sabe seu papel. Decora as letras, marca os passos, mantém a ordem, tenta obter algum progresso. Balança firme a bandeira do futuro, embora pareça um gesto de adeus...
Segue a alheia cadência que lhe dão.
A pátria é um aglomerado de emoções, às vezes um frio na barriga, outras, um gol na decisão. Uma medalha no peito ou uma grana firme lá fora, uma coisa que não passa de notícia...
Aprende uma primeira lição moral (e cínica): a pátria está atrás de Personagem.

Na Palavril # 6, o Instinto é o Guia de Personagem, que encara seu mais caro

Rito
Sente-se que todos os gestos são de algum ritual. A natureza é um ritual infinito (ou infinitos rituais simultâneos?...). Folhas só caem se algum sacerdote autoriza, há mãos invisíveis que regem os ventos, tudo em todos os tempos são sons de uma orquestra cósmica. Não dá pra explicar, embora tantos costumem tentar...
Resta a Personagem fazer o ofertório. Para isso, um mínimo de elegância... Estilo é necessário: toda religião mantém a pose possível e se veste na última moda (ou mantém-se na moda pelo tempo que lhe for possível...).
Importante é a entrega, mais que a presença...
Personagem cultiva, em sua melhor forma, da melhor forma, as variadas formas que lhe dão corpo.
E à terra. E ao céu.
Na Palavril # 7 , Personagem, Passante, afastado da Ilha, mantém firme o

Leme


O mar, se não o procuram, desespera-se. Não é difícil que venha buscar em terra o desafio. Esbraveja de espumas, espalha areias, revira barcos inertes...
Quando enche-se de estática, fechado em sua sala, condicionado e quase sem ar, Personagem se dispõe às infindáveis dúvidas das ondas: sabe bem que precisa apaziguar essa fissura oceânica.
Ao acolhê-lo, o mar até se acalma, grato, e o envolve num cardume de brilhos.
Só que Personagem tem outros marulhos, não fica preso à lama de um mangue. Se embarca, é porque tem uma conquista a fazer. Não do mar, que nele seu peso é só uma gota.
São os seres que se deixam conquistar. (Embora tenham também maremotos...)
Quando precisa reassumir seu leme, é aí que Personagem vai ao encontro do mar.
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Se depender de Personagem, o palavril não pára...
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Personagem atual

Personagem está sempre em movimento...
As fotos servem de lastro, fixadas, que foram, num passado de vinte e tantos anos atrás.
Mas, a série deve, ainda, crescer, passando de oitenta, que algumas de repente aparecem, dos arquivos, e ficando pedindo presença...
Já os textos, não tem jeito!...
Palavras entram e saem na maior desfaçatez, cada relida é sempre uma revisão... Mas, é garantido: fica o sentido, soberano. E a

Filosofia


Feliz de quem mora na filosofia, convivendo com a sabedoria dos antigos e a destreza dos modernos...

Não fosse sujeito ao rigor dos expedientes, ao desgaste dos transportes e à insignificância dos salários e bem que Personagem se entregaria à mais rasgada postura filosófica.Que, quando se lhe dá na telha, pratica, em tiradas rasteiras, nas rebarbas dos sucessos alheios, nas escolas públicas das ruas, nos espaços disponíveis.

Não importa que a impermanência do mundo ameace lhe cair à cabeça... Basta o acerto de um achado ou, ao menos, a assertiva do gesto e, de pronto, Personagem, mesmo leigo, pontifica.

O projeto Personagem

Personagem continua em processo.
Está quase fechado, mas ainda falta qualquer arremate, que virá, veremos como...
Cumprirá seu destino, se tornará um livro?
Retornar aos formulários, tentar novos contatos, talvez sejam as tarefas do momento.

Ou esperar melhores (algumas?) condições econômicas do povo consumidor.
Um drama, um escândalo, uma tragédia também alavancam carreiras...
Nisso, este livri Personagem é um exercício, um registro.
E um desabafo, sempre bom para manter o

Equilíbrio



É a infinita possibilidade da queda que dá valor à estabilidade. O mundo tende a ser vertical em seus acertos: o homem pôs-se de pé no seu primeiro esforço de superação. A permanência do chão é horizontal, o caminho do céu é que é pra cima.
Por mais atento que esteja, custa ver a Personagem o momento exato do equilíbrio, risco fino e cortante que pode até lhe ferir e que dificilmente se mantém às próprias custas. Um momento perfeito, místico, o mais instável de todos.
E sobre toda a fluência das coisas e dos seres as rígidas asas da matéria.

A série Livri

O livro livre na Internet
(clique com o lado direito do mouse e abra nova janela)
1 > Pão de Açúcar Tempo Todo
o primeiro livri, fotos e textos;
2 > A Paixão Dança
um poema-romance, em fotos e textos;
3 > Santa Teresa dos Detalhes
um passeio premiado pelo bairro mais charmoso do Rio;
4 > Três Contos de Futebol
incluindo o finalista do Contos do Rio/Prosa & Verso/O Globo, 2006;
5 > dois contos meio amorosos
incluindo o 5o. lugar no XVI Concurso Nacional de Contos José Cândido de Carvalho, 2006;
6 > A Ilha de Cabo Quente
conto vencedor do Concurso Literário Teixeira e Souza (Cabo Frio-RJ, 2007).
7 > Apoena e o Caos
apresentando o livro "Apoena – o homem que enxerga longe”.
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E a série A História bem na Foto,
com fotos e depoimentos de grandes fotojornalistas brasileiros.

Serviço Livri

A publicação de um livri é simples.
Utiliza a estrutura de um blog, mas os textos estão em ordem direta, do início ao fim.
Sendo uma espécie de livro, supõe-se que tenha sido organizado e redigido antecipadamente.
Assim, para publicar em ordem direta, basta preparar a seqüência à parte (por exemplo, no Word) e copiar, item a item, para os respectivos posts, começando pelo último e indo até o primeiro.

Circulação Livri

Este trabalho está disponível em todos os computadores ligados à Internet, embora não se saiba como muita gente vai chegar até ele...
O autor conta com (e agradece) a colaboração dos amigos leitores que quiserem (e puderem) repassar o link para seus respectivos contatos.
Para ter parte (ou o todo) deste livri, use o recurso “copiar” e salve no seu computador.A versão impressa poderá ser obtida clicando no ícone “impressora”.
Obra disponível nos termos das diretrizesda licença 2.5 – Brasil de Creative Commons.

Contracapa


Gesto





O mundo não é uma obra aberta. Não se tem acesso a tudo, sente-se a falta. (Muitos desesperos ultrapassam a solidão). Paredes e muros e medos...
Engaiolado em seu casulo social, preso e dado a vexames críticos ou estatísticos, Personagem necessita respostas. Embora, antes, falho de dados, lhe faltem perguntas...
A visão que tem, quando cercado de ameaças, é sólida e extensa, paredes de um labirinto. (E sempre alguém do outro lado, socando o destino. O outro lado também é parede...).
É com certo desespero que busca a passagem.
A saída definitiva fica acima, mas ainda lhe resta um vão. Lança o sinal, caminho e veículo, e busca acesso ao contágio do contato com o outro.


Personagem, um de nós...